9 de mai. de 2009

A Exposição do Corpo Humano - PARTE 2

O chão era coberto por um carpete, as paredes por panos (de forma elegante); "caixas de vidro" guardavam órgãos; os corpos inteiros ficavam de pé em cima de uma base, rodeado por uma demarcação para ninguém aproximar-se demais; cartazes explicativos acompanhavam os corpos, assim como plaquinha (também explicativas) pendinham nas paredes e ao lado dos órgãos expostos; algumas luzes formavam desenhos de células nos ambientes escuros.

A aparência geral lembrava a de um museu. Era dividido em alas (sistemas ósseo, muscular, nervoso, respiratório, digestivo...) com as estruturas de órgãos em "caixas de vidro" e os corpos acima de uma base. Os visitantes circulavam de uma ala a outra livremente e poderiam ficar na exposição até o encerramento desta ao final da noite. A turma, por sua vez, teria que voltar ao ônibus às nove horas.
Dei a volta na exposição umas três vezes com as minhas colegas. Elas depois saíram para passear no Shopping, assim como todos os outros. Fui o único a ficar lá dentro até às nove horas em ponto: li todas as explicações possíveis. Meus conhecimentos sobre corpo humano aumentaram significadamente.


Não é fácil explicar a sensação que se sente naquele momento: imagine que os órgãos são objetos e que você pode visualizá-los ao vivo, sendo eles reais e com incríveis detalhes. Pertenceram a pessoas de verdade! É muito melhor que ler um livro ou ver uma imagem desenhada ou fotografada. Ali você via os órgão (ressecados - isso fazia com que não fosse repugnante, como eu imaginava inicialmente), você aprendia em a posteriori (irei publicar um post sobre isso futuramente, caso você não saiba o que isso é), na prática.
Citarei alguns dos itens que mais me chamaram a tenção.
Alguns órgãos eram cortados em fatias, como em uma tomografia. Um dos corpos demostrava os cortes de uma cirurgia, outro continha implantes, outro um pulmão prejudicado pelo fumo.
O que representava o sistema circulatório não era um corpo em si: era utilizada uma técnica em que uma determinada substância (?) era injetada nas veias sanguíneas e se espalha por todo o corpo; depois indurecia e o resto dos órgãos eram retirados, sobrava apenas aquela substância, agora sólida, com o formato idêntico às veias reais.


Uma curiosidade: os corpos não continham olhos reais (os que havia eram falsos), pois o olho "esvazia" e fica murcho nos cadáveres, ele são cheios de um líquido quando vivos. A única exposição que mantinha olhos reais era uma que mostrava o sistema nervoso de uma criança de cinco anos. Os olhos estavam mesmo "vazios".
Uma das alas mais facinantes foi uma que mostrava o crescimento de um feto: uns dez tubos, mais ou menos, cada um contendo um feto humano em determinado período de gestação. É de se ficar boquiaberto.


Este foi um dos meus passeios mais construtivos de minha vida, uma experiência única que dificilmente irá se repetir. Quem já foi, com certeza não se arrependeu.

A Exposição do Corpo Humano - PARTE 1

Há umas duas semanas atrás, visitei a famosa exposição de corpos humanos reais por meio da escola onde estudo. Todas as fotos deste post são partes desta exposição.








Em valor promocional, pagaríamos 15$ a entrada e 5$ o ônibus. Para um passeio tão fascinante como este, acredito não ser caro o preço total de 20$ por pessoa, embora haja muita gente, que mesmo querendo ir ao passeio, não poderia ir e pagar tal preço (o que é uma lástima). Por isso dou graças a Deus por minha família ter condições de me permitir participar desta incrível experiência.






Por outro lado, havia também muita gente que não queria participar disso, não dando a menor importância a algo tão especial. Não quero entrar em detalhes: cada um sabe o que quer da sua própria vida e sabe como aproveitar o seu próprio tempo (relativamente...). Foi uma surpresa e tanto descobrir que, praticamente, todo o segundo grau da escola coube em apenas um ônibus. Pouquíssima gente, em relação ao tamanho da escola. Da minha turma foram sete pessoas aproximadamente (escorpião tem memória seletiva, não gosto de decorar nada).







Aqui em Porto Alegre a exposição foi montada no Barra Shopping (talvez um dia eu chegue a escrever sobre ele) e chegamos lá pelas sete horas, um pouco antes. Recebemos o ingresso e, em fila, todos passaram por uma entrada, desta entrada começava a exposição. Alimentos e máquinas fotográficas não eram permitidos, muito menos o toque aos corpos.






Obviamente, toda e qualquer imagem que for publicada da exposição, sem devida autorização, receberá uma boa multa por direitos autorais. As imagens que exponho aqui são da própria Internet (óbvio). Nesta minha busca por imagens, acabei encontrando algumas fotos com corpos que não estavam na exposição que fui, destas não coloquei nenhuma aqui.