
A aparência geral lembrava a de um museu. Era dividido em alas (sistemas ósseo, muscular, nervoso, respiratório, digestivo...) com as estruturas de órgãos em "caixas de vidro" e os corpos acima de uma base. Os visitantes circulavam de uma ala a outra livremente e poderiam ficar na exposição até o encerramento desta ao final da noite. A turma, por sua vez, teria que voltar ao ônibus às nove horas.
Dei a volta na exposição umas três vezes com as minhas colegas. Elas depois saíram para passear no Shopping, assim como todos os outros. Fui o único a ficar lá dentro até às nove horas em ponto: li todas as explicações possíveis. Meus conhecimentos sobre corpo humano aumentaram significadamente.

Não é fácil explicar a sensação que se sente naquele momento: imagine que os órgãos são objetos e que você pode visualizá-los ao vivo, sendo eles reais e com incríveis detalhes. Pertenceram a pessoas de verdade! É muito melhor que ler um livro ou ver uma imagem desenhada ou fotografada. Ali você via os órgão (ressecados - isso fazia com que não fosse repugnante, como eu imaginava inicialmente), você aprendia em a posteriori (irei publicar um post sobre isso futuramente, caso você não saiba o que isso é), na prática.

Não é fácil explicar a sensação que se sente naquele momento: imagine que os órgãos são objetos e que você pode visualizá-los ao vivo, sendo eles reais e com incríveis detalhes. Pertenceram a pessoas de verdade! É muito melhor que ler um livro ou ver uma imagem desenhada ou fotografada. Ali você via os órgão (ressecados - isso fazia com que não fosse repugnante, como eu imaginava inicialmente), você aprendia em a posteriori (irei publicar um post sobre isso futuramente, caso você não saiba o que isso é), na prática.
Citarei alguns dos itens que mais me chamaram a tenção.


Alguns órgãos eram cortados em fatias, como em uma tomografia. Um dos corpos demostrava os cortes de uma cirurgia, outro continha implantes, outro um pulmão prejudicado pelo fumo.
O que representava o sistema circulatório não era um corpo em si: era utilizada uma técnica em que uma determinada substância (?) era injetada nas veias sanguíneas e se espalha por todo o corpo; depois indurecia e o resto dos órgãos eram retirados, sobrava apenas aquela substância, agora sólida, com o formato idêntico às veias reais.

Uma curiosidade: os corpos não continham olhos reais (os que havia eram falsos), pois o olho "esvazia" e fica murcho nos cadáveres, ele são cheios de um líquido quando vivos. A única exposição que mantinha olhos reais era uma que mostrava o sistema nervoso de uma criança de cinco anos. Os olhos estavam mesmo "vazios".
Uma das alas mais facinantes foi uma que mostrava o crescimento de um feto: uns dez tubos, mais ou menos, cada um contendo um feto humano em determinado período de gestação. É de se ficar boquiaberto.

Este foi um dos meus passeios mais construtivos de minha vida, uma experiência única que dificilmente irá se repetir. Quem já foi, com certeza não se arrependeu.


