27 de jun. de 2009

Instinto Selvagem 2


Pois é, acho que alguns comentários de minha parte sobre um filme não vai nada mal. Vou comentar sobre o filme que acabei de ver na TV (Globo), "Instinto Selvagem 2".


Ele se trata de uma mulher misteriosa e sedutora, de comportamento singular, atraída pelo perigo e ao mesmo tempo perigosa, provocante. Ela é suspeita de assassinato e passa, por vontade própria, a ter sessões com um psicanalista, o qual começa a apaixonar-se e a ser ludibriado por ela. O analista logo passa a ficar um tanto psicótico com essa mulher, estando em dúvida em o que acreditar: se ela é ou não a autora de uma série de crimes.


O final do filme deixa os telespectadores mais confusos ainda sobre o que de fato ocorreu, não explicando (assim como em "Instinto Selvagem 1") exatamente quem matou as vítimas assassinadas, embora explique que os homicídios foram sim obra dela, indireta ou diretamente. O que mais me interessou no filme foi a capacidade intelectual da personagem principal, que teve extrema inteligência em executar seu plano maligno e a enganar todos com perfeição, enganando principalmente o seu psicanalista, o qual depois foi preso e internado em um hospício. Como é incrível a capacidade mental do ser humano, basta ele querer usá-la.


Como ela era, digamos, uma "psicopata", seu objetivos e desejos envolviam se divertir com as situações que criava, envolvendo sexo e a série de mortes. Para ela isso era ótimo, e como e seu desejo era realmente forte e verdadeiro, conseguia ativar muito bem sua inteligência, a ponto de se safar de todas as acusações. O mais interessante era que ela utilizava suas histórias reais para a criação de romances; sua profissão era ser escritora. Quando o filme está acabando, ela vai até o psicanalista, agora internado, e lhe entrega uma cópia do seu livro que acabara de escrever, "O Analista", contando toda a história que os dois passaram juntos.


Por outro lado o psicanalista foi muito burro. Caiu que nem um patinho nas armações dela, tudo porque ele sentia-se atraído sexualmente por ela. Realmente, que inutilidade estudar psicologia psicanalítica se não consegue nem aplicá-la em si mesmo. Do que adiantou anos estudando na faculdade se depois fosse destruir sua própria vida por meros impulsos sexuais? Ele foi um pateta completo, tanto que ficou literalmente arrasado no final. Sendo um psicanalista, deveria ser alguém mais bem preparado para reagir melhor a uma situação assim. Tudo bem que um psicanalista é uma pessoa normal como qualquer um, mas alguém com os conhecimentos de um psicanalista não cometeria tantos erros, de outro modo, do que serviria tanto conhecimento???


O primeiro pensamento que tenho é "bem feito! ninguém mandou ser tão bocoió!". Mas este é apenas um pensamento impulsivo, é claro. Diria que fiquei com pena das vítimas inocentes e que ela era extremamente inteligente, embora utilizasse tal habilidade para seus fins psicopatológicos, sabendo entrar na "fresta" oferecida pela mente do psicanalista que mantinha diversos conflitos emocionais consigo mesmo.


Mesmo para um filme "quase" suspense como esse (porque não o era), é uma pena que o mal tenha vencido, mas ainda bem que foi um mal bonito, sensual, inteligente e que escreve livros! (brincadeirinha - he, he)