
Sinestesia é uma condição neurológica em que o cérebro associa dois ou mais sentidos simultaneamente. Na verdade é quando obtemos alguma informação do ambiente através de um de nossos cinco sentidos, mas o interpretamos utilizando outro sentido.
Este termo também pode ser encontrado na literatura, claro que de forma poética, quando escrevemos algo como: "o sabor reluzia pela mesa", "aquela foto cheirava amorosamente", "seu toque soava calmamente"...
Bom, continuando com a neurologia, é observado que há ligações no cérebro entre os neurônios relativos aos sentidos, de forma que um sentido pode vir a se comunicar diretamente com outro. O que ocorre é que estas ligações são muito fracas ou pouco desenvolvidas para poderem vir a serem utilizadas realmente pelo cérebro em uma situação real. Logo, na maioria das pessoas, os sentidos são extremamente separados e não se comunicam entre si.
Ocasionalmente, uma pessoa ou outra pode vir a desenvolver um pouco mais alguma destas relações entre os neurônios dos sentidos, de modo mais ou menos sensível. Acredito que um caso mais comum ocorra quando alguém tem a capacidade de sentir o cheiro e o gosto de comida ao mesmo tempo (sabemos que há vezes em que, nos alimentos, o gosto e o cheiro da comida são diferentes, mas nestes casos, a pessoa pressente o gosto a partir do cheiro, ou sente o cheiro a partir do gosto).
Lembro de minha dinda comentando "quando ficamos com gripe, temos pouco ou quase nada de paladar". De fato uma gripe ou resfriado diminuem nosso alfato, mas pelo o que eu saiba, não afeta o paladar. Essa possível relação de sentidos seria uma forma de sinestesia.
Mas algo incrível ocorreu pela primeira vez no mundo, pelo que se tem notícia: uma pessoa desenvolveu um alto grau de sinestesia, envolvendo visão, audição e paladar. Três sentidos! A sinestesia de dois sentido já não é tão comum, nem tão intensa, como ocorre com esta pessoa. Trata-se de Elizabeth.
